Almoço Empresarial da CIC Teutônia destaca segurança física e patrimonial

A Câmara da Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Teutônia promoveu, na última sexta-feira, dia 16, mais uma edição do seu tradicional Almoço Empresarial. Realizado no auditório 3 da entidade, o tema destacado foi “Segurança: análise atual, o cenário prospectivo e alternativas para potencializar a segurança física e patrimonial”. O palestrante foi o gestor em segurança, Gelso Gollo, tenente-coronel da reserva da Brigada Militar.

“É um assunto muito importante, que nos deixa realmente preocupados, seja na vida pessoal ou profissional”, destacou o presidente em exercício da CIC na abertura do evento, Renato Scheffler.

Para Gollo, segurança é uma necessidade humana. “O termo segurança tem sido usado, mais do que nunca, como atrativo e diferencial de venda de produtos e serviços”, revelou, acrescentando que “enquanto não resolvermos o problema da impunidade, vamos continuar sofrendo com a insegurança”.

Além disso, o palestrante ainda elencou as dificuldades enfrentadas com a lotação prisional e a falta de efetivo policial. “A falta de presídios é uma realidade estadual e nacional, as carceragens estão lotadas, muito acima da sua capacidade. Paralelamente a isso, em 178 anos de Brigada Militar sempre se reclamou da falta de efetivo. É um problema crônico e antigo, que não será resolvido. Não sou pessimista, mas realista. São variáveis que precisamos aprender a conviver. Infelizmente a realidade não aponta para outro cenário”, disse.

Entre dados conceituais e detalhes de legislação, Gollo ainda destacou fatos conjunturais e estruturais, além de alguns cuidados acessíveis aos cidadãos, em especial no que se refere a tecnologias, recursos e ferramentas de segurança. “Há uma enorme vulnerabilidade. A maioria dos crimes envolvem três fatores: um criminoso, uma vítima e uma oportunidade, e cada equipamento ou serviço atende a uma finalidade para a segurança do cidadão, tudo baseado num planejamento prévio. Atenção e cuidados são essenciais para evitar situações de perigo, cujas perdas emocionais podem ser ainda maiores que as materiais. Muitas pessoas encontram dificuldade para retomar a vida normal depois de sofrer alguma ação de criminosos, muitas vezes violentas”, concluiu.

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