Agronegócio fortalece o cooperativismo gaúcho

No próximo dia 05 de julho será comemorado o Dia Internacional do Cooperativismo, data especial celebrada anualmente no primeiro sábado do mês de julho. O cooperativismo é um modelo econômico, empresarial e social que prega a gestão democrática e o compromisso com a comunidade, uma forma evoluída do associativismo que provém da união de esforços para vencer desafios do dia a dia, marcado pela força da solidariedade.

Mesmo depois de quase dois séculos, após a fundação da primeira cooperativa na Inglaterra, o sistema continua moderno e atrai cada vez mais adeptos. No mundo, já são um bilhão de pessoas ligadas ao cooperativismo, direta ou indiretamente, segundo a Aliança Cooperativa Internacional (ACI). No Brasil, as cooperativas atuam em 13 ramos da economia e possuem dez milhões de associados, de acordo com o último relatório da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), divulgado em dezembro de 2012.

O cooperativismo move o Estado e desenvolve a economia gaúcha, cria oportunidades de emprego e de negócios, promove o desenvolvimento, incentiva o empreendedorismo e gera mais qualidade de vida para todos os gaúchos. No Rio Grande do Sul, os diferentes ramos do cooperativismo geram 52 mil empregos diretos, envolve 2,3 milhões de associados e proporciona R$ 29 bilhões em faturamento anual. Conforme dados de maio de 2013 da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), o Estado conta com 1.033 cooperativas registradas, o maior número no país, representando 14,5% das cooperativas do Brasil.

Agronegócio

Um dos ramos que mais se destaca no cooperativismo brasileiro é o agronegócio. As cooperativas participam de todas as etapas, seja com o suprimento de insumos, produção, armazenamento, comercialização ou distribuição. Responsável por 30% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o agronegócio encontrou no cooperativismo um meio para se fortalecer e gerar riquezas.

As cooperativas de produção agropecuária ocupam lugar de destaque entre as 100 maiores empresas da Região Sul e entre as 400 maiores do agronegócio brasileiro, conforme divulgado pela Revista Amanhã em julho de 2013. O ramo ocupa a primeira posição em faturamento, representando 68,9% do total do cooperativismo gaúcho, apresentando crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior.

Segundo o último relatório divulgado pela OCB, as 1,5 mil cooperativas que atuam no agronegócio são responsáveis por até 50% de toda a produção agropecuária brasileira. No primeiro semestre de 2014, as cooperativas brasileiras exportaram seus produtos para 127 países. Em terras gaúchas, do total de cooperativas com cadastro ativo registradas na Ocergs em 2013, 30,6% são do agronegócio, setor que também soma 13,3% do total de associados no Estado e cerca de 55% do total dos colaboradores de cooperativas.

“O cooperativismo é um sistema baseado na ajuda mútua, na democracia, na igualdade e na solidariedade, capaz de mobilizar a sociedade em torno de objetivos comuns socioeconômicos. As cooperativas trabalham para um mundo melhor, gerando emprego e renda, promovendo a inclusão social e o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas”, destaca o presidente da Cooperativa Languiru, sediada em Teutônia, Dirceu Bayer.

Cooperativa Languiru

No Vale do Taquari, a produção primária encontrou incentivos e comunidades dispostas a se tornar referência no setor. O fortalecimento do agronegócio regional foi uma herança e consequência do trabalho dos imigrantes, que souberam valorizar e cultivar as terras férteis do nosso Vale. O surgimento das cooperativas agropecuárias na região está atrelado à agregação de valor e comercialização rentável dos excedentes das pequenas propriedades rurais, e nesse contexto também surgiu a Cooperativa Languiru.

Prestes a completar 60 anos em 2015, o audacioso projeto de reestruturação que resultou em diferentes prêmios na última década, colocou a cooperativa em posição de destaque no cenário estadual. A “Família Languiru” cresce continuamente e já conta com cerca de 5,5 mil associados em mais de 60 municípios dos Vales do Taquari, Caí, Rio Pardo e Serra.

Localizadas em 13 municípios gaúchos, as granjas e unidades industriais, comerciais e administrativas da Languiru, geram mais de 2,6 mil empregos. Os produtos da cooperativa atendem 23 estados do mercado nacional e alcançam os mercados internacionais de mais de 40 países, principalmente do Oriente Médio e da Ásia.

Todo esse trabalho reflete na permanência dos jovens no campo, em novas perspectivas nas cidades, na inclusão social e na qualidade de vida da sociedade.

“A maior riqueza da Cooperativa Languiru está nas pessoas que compõem o nosso quadro social e de colaboradores, nas pessoas que compõem nosso círculo de relacionamento. As cooperativas são fundamentadas na premissa do trabalho coletivo, objetivando o bem de todos. Dessa forma, a Languiru vem construindo uma base sólida, com a participação de todo o quadro social e colaborativo. A cooperativa é e precisa ser a extensão da propriedade do associado, e esse obrigatoriamente necessita de todo o apoio para que produza alimentos de qualidade e mantenha a sustentabilidade da propriedade rural”, destaca Bayer.

Valorização e crescimento conjunto

“O reflexo da valorização do ser humano, princípio básico da Languiru, tem resultado no aumento significativo do número de associados e no rejuvenescimento do quadro social, refletindo no incremento do volume de produção de aves, suínos e leite. Todo este processo de crescimento requereu investimentos consideráveis. O volume de recursos exigidos nos últimos dez anos supera os R$ 170 milhões, aplicados na ampliação e modernização do parque industrial e comercial”, ressalta o vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, acrescentando que assim como a Languiru, os associados também investiram nas suas propriedades rurais, garantia de manutenção da qualidade dos produtos Languiru.

O presidente Bayer reafirma que hoje a Languiru é dona do seu negócio, ou seja, está completa em todos os segmentos em que atua, com indústrias modernas, com alta tecnologia, e setor técnico e comercial desenvolvido e qualificado. “Hoje somos referência para muitas empresas e cooperativas, que buscam conhecer nossa forma de gestão e atuação, o que demonstra a seriedade com que trabalhamos. A Languiru é muito grande e os associados são donos da terceira maior cooperativa do Rio Grande do Sul.”

Considerando dados econômicos e financeiros da Languiru, o exercício de 2013 ficou marcado como o melhor em toda história da cooperativa teutoniense, alcançando faturamento de R$ 845 milhões. Para 2014, a expectativa é de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento bruto.

“A estruturação da Languiru ao longo dos anos foi fundamental para que pudéssemos chegar a este resultado, com diversificação de atividades, parcerias estratégicas e investimentos, agregando valor e renda aos produtos primários. Nossos associados estão cada vez mais próximos da Administração, e isso fortalece a Languiru como um todo, pois acreditamos no trabalho solidário e transparente. O sucesso é a meta de todos”, comemoram Bayer e Kreimeier.

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