Agroindústrias do Vale ganham destaque na Expointer

O Pavilhão da Agricultura Familiar na 37ª Expointer reúne o que de melhor é produzido no campo. Um grupo de 2.250 famílias participa do evento. Para valorizar a produção e destacar a qualidade dos produtos, foram divulgados na quarta-feira, dia 3, os vencedores do 3º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar.

Entre os premiados, estão duas agroindústrias do Vale do Taquari. A Vinícola Paludo, de Marques de Souza, venceu na categoria vinho tinto fino seco. A agroindústria Mel Vô Willy, de Encantado, conquistou a categoria mel, pelo segundo ano consecutivo. “É o reconhecimento do trabalho feito durante todo o ano na propriedade, para termos um produto de qualidade à disposição dos consumidores”, afirma Paulo Henrique Glanzel.

O público reconhece o esforço dos produtores para obter um produto de boa qualidade. A prova disto foi a grande movimentação nas bancas das agroindústrias vencedoras, que faziam questão de deixar bem visíveis as placas recebidas como premiação. “Foi só colocar a placa e eu já vendi uns 50 quilos em minutos. Acho que não vou ter produto para vender no fim de semana”, prevê Glanzel.

Segundo um dos proprietários da vinícola, Leandro Paludo, a produção iniciou em 2009 de forma artesanal. Um ano após, foi criada uma agroindústria para beneficiar as frutas e garantir a procedência. Na propriedade são cultivados cinco hectares de parreiras das variedades bordô, isabel e violeta. Desses, dois estão em produção, destinadas para a fabricação de vinhos e suco natural.

O produto é vendido para mercados do vales do Taquari e Rio Pardo e para Porto Alegre. A visibilidade proporcionada pela feira motiva a expansão da área cultivada e a quantidade produzida para os próximos anos. O vinho premiado é vendido a R$ 15 a garrafa. O suco varia entre R$ 10 e R$ 12. “O que servimos na nossa mesa é o mesmo que destinamos ao nosso cliente. Essa qualidade é o segredo da boa aceitação e nos motiva a expandir.”

Entre os produtos concorrentes, estavam vinho tinto fino seco, vinho tinto de mesa seco, suco de uva, queijo, salame, cachaças prata e envelhecida e mel. Os produtos foram avaliados na segunda e terça-feira, no espaço da Emater/RS-Ascar. Aroma, sabor, consistência e cor foram alguns aspectos analisados pelo júri, composto por chefs de cozinha, professores da Ufrgs, fiscais do Mapa, representantes da Seapa e técnicos da Emater.

Setor movimenta R$ 10 milhões

Conforme Ricardo Edson Fritsch, diretor do Departamento de Agroindústria Familiar, Comercialização e Abastecimento, o beneficiamento da matéria-prima garante lucro e a permanência de jovens na lavoura.

Entre os desafios, destaca a necessidade de legalizar os empreendimentos. No Estado há 7.560 agroindústrias, que geram 25 mil empregos no campo. Destas apenas 900 estão legalizadas. Este setor movimenta R$ 10 milhões apenas em feiras.

Até quarta-feira, dia 3, no Pavilhão da Agricultura Familiar, as vendas alcançavam R$ 800 mil. A feira encerra neste domingo, dia 7.

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