Agroindústrias apresentam produtos durante a Turismate de Ilópolis

Como já tem se tornado tradição em grandes feiras – caso da Turismate de Ilópolis, que se encerrou no último domingo, dia 15 –, um dos espaços mais procurados pelos visitantes foi aquele em que estavam posicionadas as agroindústrias. No local os interessados puderam encontrar uma grande variedade de produtos, como geleias, compotas, melado, açúcar mascavo, queijos, salames, pães, biscoitos e até cachaças e licores. Os 14 empreendimentos tiveram o apoio da Emater/RS-Ascar e da organização da feira, realizada no Parque do Ibama, em todas as suas etapas.

Para a empreendedora Doralina Ana Bertol, responsável pela Agroindústria Dora, da localidade de Linha Cedro, em Encantado, a comercialização em feiras representa uma excelente alternativa para a divulgação dos produtos. No local ela exibe com orgulho as geleias, schmiers e compotas, elaboradas a partir de frutas e leguminosas cultivadas de maneira orgânica, na propriedade em que divide com o marido Jair. “Para nós é uma grande alegria poder trabalhar com aquilo que a gente gosta”, ressalta a produtora, ao lembrar que a agroindústria está legalizada há cerca de dois anos.

Ao falar de seus produtos, Dora explica que a geleia de amora é o seu “carro chefe”. “É uma frutinha mais difícil de produzir, mas muito procurada e que resulta em um produto extremamente saboroso”, sorri. Além de amora, outros sabores como goiaba, pera, abóbora com laranja, cenoura com laranja e abóbora com coco, podiam ser encontradas no local. “Aprendi a fazer geleias e schmiers com a minha mãe”, explica. “Mas a qualificação mesmo veio quando fiz um curso de boas práticas de fabricação de doces, salgados e sucos, lá em Caxias do Sul”, recorda. “Hoje, tudo que a gente faz, vende”, comemora.

Ao lado da namorada Michely Pedersini, o empreendedor Marciano Brandão, responsável pela Agroindústria Brandão, da localidade de Santa Lúcia, em Muçum, também apresentava seus produtos. No local, os visitantes podiam encontrar açúcar mascavo e melado. Brandão estava satisfeito pelo fato de ter recebido, na última semana, a confirmação da possibilidade de uso do Selo Sabor Gaúcho. “Já estava com a agroindústria inclusa no programa e legalizada há cerca de um ano, mas o selo certamente representará um acréscimo na hora de divulgarmos”, analisa.

Assim como Dora, Brandão também qualificou o seu processo de elaboração a partir de um curso feito no Centro de Formação de Agricultores de Fazenda Souza (Cefaz), de Caixas do Sul. “No começo não foi fácil, fomos aprendendo meio na marra até chegar onde estamos hoje, com venda garantida para a merenda escolar e comercialização de 400 quilos de açúcar mascavo por semana”, salienta. A intenção para o futuro é tornar o espaço o mais “turístico possível”. Satisfeitos com a atividade, o casal, que já trabalhou na cidade, não pensa mais em sair. “A agroindústria nos deu qualidade de vida e renda”, comemora Michely.

O assistente técnico regional em Organização Econômica da Emater/RS-Ascar, Alano Tonin, valoriza a possibilidade de comercialização em feiras como uma alternativa a mais para que os empreendedores possam vender seus produtos diretamente ao consumidor final. “Também é uma forma de estabelecer contatos e fortalecer os laços com aqueles que futuramente poderão voltar a adquirir os produtos”, afirma. A participação em outras políticas públicas – como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) ou o Arranjo Produtivo Local (APL) também representam possibilidades a mais para os responsáveis por agroindústrias. “Isso sem esquecer a qualidade de vida, a agregação de valor e a sucessão familiar, que são muito presentes nesses casos”, finaliza.

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