Agroindústria de lácteos valoriza setor

A instalação de uma agroindústria de lácteos na comunidade de Picada Essig fortalece o setor leiteiro. A produção anual chega 9.2 milhões de litros e integra 380 produtores, cujo rebanho é de 2.371 vacas.

Conforme um dos sócios do empreendimento, Cleomar Henicka, as atividades iniciam nos próximos meses. “Falta apenas a liberação do rótulo das embalagens pelo Sispoa.” Num primeiro momento serão industrializados 15 mil litros de leite por dia, transformados em queijo. Toda
matéria-prima será comprada de produtores locais. Serão gerados cinco empregos diretos.

Com capacidade de beneficiar 30 mil litros diários na estrutura de 650 metros quadrados, num segundo momento será iniciado a fabricação de leite sem saquinho e demais derivados. Para tanto os empresários aguardam por uma licença do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Após isso técnicos da Finlândia vistoriam as máquinas e liberam o uso. O investimento total chega a RS 2 milhões. Os produtos serão vendidos para os Vales do Taquari, Rio Pardo, Serra Gaúcha e região Metropolitana.

Henicka destaca que o produto levará o selo de qualidade e informará 0 consumidor que esse foi produzido em uma área livre de tuberculose e brucelose. “Será um diferencial que valoriza a matéria-prima e tem por preocupação a saúde do cliente.”

Para o secretário da Administração. Jorge Kremer, a possibilidade do produto ser beneficiado na cidade pode favorecer o crescimento da cadeia leiteira. Ressalta o trabalho desenvolvido pelo Executivo para qualificar o produtor, priorizando a sanidade do rebanho. A cidade é pioneira no pais a conquistar o certificado de área livre de brucelose e tuberculose. “Toda produção é rastreada.”

O município investiu RS 250 mil em serviços de terraplenagem e na compra de área para instalar o empreendimento. Outro projeto implantado é Programa de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários (Pisa), que busca qualificar o gerenciamento das propriedades. Focado na cadeia leiteira, a média de produção anual aumentou cerca de 21%, nos últimos três anos. O setor primário representa 67,88% do valor adicionado (2013).

Sucessão garantida

Os projetos desenvolvidos no setor primário ajudam a manter os filhos na propriedade. É o caso da família Lamm em Picada Essig. Sirio, 67, conseguiu manter os três filhos na lavoura. Com uma produção diversificada, elogia o trabalho desenvolvido. “O jovem não fica numa propriedade em que precise trabalhar muito e ganhe pouco”, pondera.

Luís, 37, e Fernando, 26,  dividem o trabalho na lavoura de soja, milho e a criação de 40 mil frangos, enquanto a irmã Michele, 30, é responsável pela atividade leiteira, cuja produção chega a 180 litros por dia. “Precisamos valorizar a matéria-prima. As agroindústrias são uma saída como essa no caso do leite”, afirma Luís.

De acordo com Fernando, dois dos principais atrativos para os jovens permanecerem no campo são a qualidade de vida e o retorno financeiro, se comparado com os salários do comércio e indústria. Entre as demandas, sugere mudanças nos direitos para os trabalhadores do meio rural.

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