Aeródromo de Estrela fica de fora da rota de investimentos da União

Os 540 metros da pista do Aeródromo de Estrela são pouco para o Ministério da Aviação Civil. A afirmação teria sido feita pelo titular da pasta, Eliseu Padilha, em visita ao Rio Grande do Sul no mês passado.

Aos olhos de Brasília, a estrutura do Aeroporto Luiz Beck da Silva, com seus 1,1 mil metros de pista, em Santa Cruz do Sul, é mais atraente ao investimento público por conta da estrutura existente.

No entanto, a região promete não desistir de ter seu espaço para pousos e decolagens próprio. Segundo a presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, nesta semana, uma nova tentativa de mobilização será feita. “A ideia é que o Codevat reúna todas as associações da região para alinhar o discurso e voltar a Brasília para garantir, nem que seja uma pequena fatia de recursos”, confirma.

De acordo com a presidente do Codevat, a Prefeitura de Estrela está fazendo bem o dever de casa. Desde de 2013 tenta destravar o espaço que foi interditado em 2006. “Foram realizados vários avanços, como a mudança da rede elétrica do local, a criação do Plano de Zoneamento do aeródromo – que não era uma exigência. Agora é a vez de a região se manifestar”, defende.

Aprovado no primeiro teste

Segundo o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplad), Marco Wermann, o Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) aprovou o Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromos. “Esse é o primeiro passo para conseguir a liberação.”

Ainda assim, o processo segue há um ano na Aeronáutica para que seja emitida a portaria de autorização. O secretário diz que o município aguarda também uma vistoria da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Essa inspeção poderia dar condições de restabelecer a atividade no Aeródromo.

Paralelo a isso, o município realiza as obras de sinalização da pista e deverá contratar um serviço de vigilância para o local.

Saiba mais

O aeródromo de Estrela foi interditado por que havia risco no local. Uma rede elétrica foi instalada na área próxima a pista de decolagem e por isso, em 2006, a licença de funcionamento foi cancelada.

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