A União Faz A Vida- Escola que encanta e transforma é tema de palestra para professores do programa da Sicredi Integração RS/MG

A Sicredi Integração RS/MG comemora os feitos de mais um ano promovendo os valores de cooperação e cidadania através do programa A União Faz A Vida. Como retribuição e mais aprendizado a quem dissemina essa educação construtiva, a cooperativa de crédito reuniu nesta terça-feira (20) cerca de 150 professores. Os profissionais atuam nas escolas municipais de Lajeado, Marques de Souza e Travesseiro, onde as atividades já são desenvolvidas, e Mato Leitão, que vai aderir a partir de 2019. O encontro ocorreu no auditório do Centro Administrativo da Sicredi Integração RS/MG e teve como atração a palestra Uma Escola que Encanta e Transforma Vidas, conduzida pelo professor doutor Max Haetinger. Ao final do evento houve confraternização e mostra dos trabalhos desenvolvidos com os estudantes.

Presidente da cooperativa de crédito, Adilson Metz deu as boas-vindas aos docentes e aproveitou para os motivar quanto a novas iniciativas que conciliam ensino e cooperativismo. “Os desafios para um outro programa que são as cooperativas escolares. Vale até cultivar chás, temperos, comercializar e formalizar, esse é o objeto de aprendizagem das cooperativas. Assim as crianças começam a administrar uma cooperativa. Depois lá no futuro eles estão preparados para serem os líderes e atuarem com força nas comunidades”, projetou. A Univates, que esteve representada pelo Diretor do Centro de Ciências Humanas e Sociais Leonel José Oliveira, agradeceu a parceria Univates/Sicredi que já dura 15 anos e reafirmou o compromisso da universidade com a educação em projetos tão importantes como esse.

Haetinger realizou uma palestra motivacional, deu dicas, recebeu aplausos da plateia e motivou a reflexão sobre o modo de lecionar, lembrando que o grande objetivo da escola é transformar vidas. Ele contextualizou variadas situações que influenciam no ambiente e na rotina dos professores, mas advertiu: “Os mesmos valores e conhecimentos que me estruturaram não estruturam o meu filho, muito menos o meu neto. O desafio é compreender o conjunto de mudanças que não são estanques, são constantes, porque educação é um meio cultural, então ele se modifica como a cultura”. Muitas das observações foram relacionadas com a disseminação do digital, seu impacto na vida dos alunos e a opinião de que tais evidências não podem ser ignoradas. “No mundo digital a cultura se transforma mais rápido ainda porque a gente tem mais acesso, por consciência é mais crítico, e por isso está sempre querendo coisas novas”.

Ao criticar educandários que não permitem práticas com o uso da tecnologia, lembrou que ela é essencial e contribui para a sintonia com as crianças e jovens do presente. “Nós adultos tendemos a querer repetir o passado. Esse é o grande erro, pois não se educa da mesma forma”. Haetinger disse que a questão financeira não interfere. “Posso trabalhar tecnologia com aparelho de som mais inovadoramente do que com óculos 3D. Usar a tecnologia significa usar um conjunto de formas de pesquisar, interagir e se relacionar com o conhecimento”. Por fim, o doutor afirmou que a escola que encanta e transforma é aquela que se baseia nas relações e na organização cooperativa do trabalho. “Projetos como o A União Faz a Vida são fundamentais porque divulgam essa maneira de organizar o trabalho escolar.  Ele tem como princípio e valores a cooperação, a cidadania, ou seja, é uma escola que se completa nas potencialidades.

 

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