“A primeira coisa que um empresário precisa saber é lidar com as pessoas, a começar pelos colaboradores”

“Procuramos plantar coisas boas e, assim, colher coisas boas. Valorizamos as pessoas e as suas qualidades como indivíduos, pois ensinar o profissional é o mais fácil. Não podemos perder a oportunidade de elogiar, até pelo fato de que se alguém trabalha com você, é porque, com certeza, possui muito mais qualidades do que problemas.” O ensinamento é da sócia-proprietária da empresa Lisaruth Delícias Caseiras, de Santa Cruz do Sul, Elisa Bertram, que também ressalta que precisamos ter sonhos. “Tudo o que realmente desejamos, conseguimos, basta a boa vontade e acreditar. É com esse intuito que acordo todos os dias, agradecendo a cada novo dia de trabalho que ganho de presente”, disse.

Elisa foi a palestrante de mais uma edição do tradicional Encontro Empresarial, realizado pela CIC Teutônia e Sebrae no dia 29 de outubro. A empresa familiar está no mercado desde 1998 e surgiu de um sonho da mãe Ruth e da filha Elisa, cuja junção dos nomes deu origem à Lisaruth Delícias Caseiras. Hoje a empresa conta com 78 colaboradores, em estabelecimento que ocupa área de 1,3 mil metros quadrados, oferece mix de 300 produtos e atende mais de mil clientes diariamente.

Bons exemplos

O presidente em exercício da CIC Teutônia, Renato Scheffler, elogiou o tema do evento. “Num momento em que o Brasil enfrenta uma grave crise econômica, é essencial que busquemos exemplos positivos com os quais podemos aprender, sempre com foco no empreendedorismo e no sucesso.”

O gestor do projeto de atendimento individual do Sebrae nos Vales do Taquari e Rio Pardo, Clóvis Glesse, explicou que o Encontro Empresarial é um evento que vem se somar ao tradicional Almoço Empresarial, organizado pela CIC Teutônia. “É uma oportunidade de troca de experiências, com público-alvo específico e vagas limitadas. Apresentamos uma proposta diferenciada que busca a maior interação dos palestrantes com o público, momento que enriquece o encontro.”

Dedicação e carinho

Elisa apresentou breve relato histórico da empresa familiar, com fotos que retratavam a evolução da estrutura física e de pessoas no atendimento aos clientes. “A família é de origem humilde, mas sempre trabalhamos muito. A primeira estrutura, que era de pedra, foi meu pai quem construiu, ele mesmo extraia o material de uma pedreira próxima, de onde vinha o sustento da família na época”, recorda.

A empresária e confeiteira, como faz questão de frisar em suas palavras, também lembrou as dificuldades para estudar e os primeiros bolos, seguidos das primeiras encomendas, os bons negócios no período de festas de final de ano e a época de vendas de porta em porta. “Ajudava minha tia como costureira, depois trabalhei numa fumageira e aos finais de semana ajudava minha mãe fazendo tortas, cucas e pães. Mais uma prova de que o sucesso não vem antes do trabalho, só mesmo no dicionário”, diverte-se Elisa.

Ela também lembrou a ajuda do marido e dos irmãos mais novos. “No ano 2000 contratamos a primeira funcionária, uma prima nossa de 16 anos, que está conosco até hoje e, aos 31 anos, é a chefe da confeitaria”, recorda.

Para Elisa, “a primeira coisa que um empresário precisa saber é lidar com as pessoas, a começar pelos colaboradores, indo além dos clientes. Lisaruth é sinônimo de família: tomamos café, almoçamos e tomamos café da tarde juntos, no refeitório da empresa”.

Valor das pessoas

Por fim, Elisa ainda falou da valorização salarial de seus funcionários. “Os colaboradores devem ser valorizados e, antes que venham pedir aumento de salário, eles devem ser reconhecidos. Mais que o salário, eles também precisam se sentir bem no ambiente em que estão. Por isso priorizamos um ambiente de trabalho descontraído, com muito carinho. Todos os funcionários fazem parte da minha vida”, concluiu.

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