4º Seminário da Cultura da Noz Pecan é realizado em Anta Gorda

Como parte da programação da 6ª FestLeite, que ocorreu em Anta Gorda até domingo, dia 1º, no Parque de Eventos Aldi João Bisleri, foi realizado na quinta-feira, dia 28 de abril, na Sociedade Cultural e Recreativa Carlos Gomes, o 4º Seminário da Cultura da Noz Pecan. O evento foi a oportunidade para que agricultores, técnicos, pesquisadores, estudantes e outros interessados na área trocassem informações sobre temas como manejo de doenças, produção e rentabilidade de um pomar, integração de nogueira pecan com a pecuária, mercado mundial e perspectivas, entre outras.

Na ocasião, o público de mais de 300 pessoas, vindas de 60 municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e do Espírito Santo, além de comitivas da Argentina, acompanhou as atividades, que foram divididas em duas partes. A primeira contou com palestras e painéis ministrados por representantes de diversas entidades, entre elas a Emater/RS-Ascar. Na parte da tarde houve atividade de campo na propriedade do produtor Jairo Casagranda, da localidade de Linha Pedro Álvares Cabral, com estações sobre colheita mecanizada, equipamentos para pulverização e manejo de pomar.

Para Casagranda, a oportunidade de receber um público tão diversificado em sua propriedade é um indicativo da qualidade do evento, que tem crescido a cada ano. “Não é a primeira vez que recebo produtores aqui, mas este certamente é um dos maiores grupos”, ressaltou. Com 800 plantas, distribuídas em uma área de oito hectares, Casagranda – que é empresário – garante ter entrado para o ramo da produção de nozes, como uma forma de “garantir uma boa aposentadoria”. “Hoje, 15 anos após ter iniciado no cultivo, colho oito toneladas da fruta por safra, com valor de venda a R$ 20 por quilo”, salienta.

Ainda que a rentabilidade para o produtor seja boa, o assistente técnico regional em Sistema de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar de Lajeado, Derli Bonine, lembra que as árvores começam a frutificar, em média, somente oito anos após o plantio. “O que não impede o agricultor de consorciar os cultivos, sendo a soja e o milho, plantados no mesmo terreno, excelentes alternativas”, garante. “De qualquer maneira, é possível produzir nozes em qualquer município gaúcho, com bons resultados, desde que observada a correção de nutrientes do solo e a escolha adequada das mudas”, observa.

Em Anta Gorda, de acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Fernando Selaryaran, são cerca de 250 produtores que, juntos, cultivam uma área de cerca de 400 hectares, com rendimento total variando de 100 a 150 toneladas por hectare. “Mas o número mais interessante é aquele que dá conta de que cerca de 80% dos pomares foram plantados nos últimos 15 anos”, afirma. “Aos poucos o produtor tem percebido que este é um investimento altamente vantajoso, com boa rentabilidade e fácil manejo, sendo uma excelente alternativa para a diversificação da renda na propriedade”, pondera Selaryaran.

O seminário contou ainda com a presença de diversas autoridades, como o prefeito de Anta Gorda, Neori Dalla Vecchia, o presidente da 6ª FestLeite, Leandro Carlos Pitol, o coordenador do Seminário, engenheiro agrônomo Júlio Medeiros, e o assistente técnico estadual (ATE) em Fruticultura da Emater/RS-Ascar, Antônio Conte, além de representantes de entidades, como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Embrapa Clima Temperado e Viveiros Pitol. No turno da noite, quando da abertura da FestLeite, diversas autoridades estiveram presentes, entre elas o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, Marcelo Brandoli.

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